Encoder e decoder: entenda as principais diferenças entres os dispositivos

Você já ouviu falar em encoder e decoder? Sabe para que servem essas ferramentas? Antes de tudo, é importante entender que os conceitos de codificação e decodificação se referem ao processo de conversão digital de dados em textos, imagens, vídeo e som. Trata-se, assim, de uma funcionalidade fundamental dentro do mercado atual de radiodifusão e de telecomunicações.

Nesse cenário, o processo de codificar e decodificar se dá por meio de dois dispositivos — encoder e decoder. Esses mecanismos são peças muito importantes para os circuitos lógicos digitais, uma vez que permitem decifrar os sistemas combinacionais e torná-los uma informação útil para o usuário final.

Então, quer saber mais sobre como funciona esse processo? Neste artigo, vamos esclarecer as principais características do encoder e decoder. Acompanhe a leitura!

O que é codificação e decodificação?

Codificação é o processo sistemático que adota uma sequência de sinais elétricos, personagens ou símbolos, com o objetivo de criar um formato combinacional específico, composto por pontos e traços, de linguagem binária.

A decodificação, por sua vez, é o mecanismo tecnológico que permite que a máquina consiga interpretar essa sequência de símbolos e sinais. Assim, a partir da leitura desses atributos, cria-se uma mensagem clara, legível e significativa ao usuário. O Código Morse é um claro exemplo de codificação e decodificação.

No geral, o processo de codificação e decodificação é bastante usado para permitir a entrada de sinais, a partir de uma fonte de sinal de TV específica, para ser convertida, então, no formato de áudio e imagem, por exemplo.

O áudio analógico de um aparelho de microfone, por exemplo, é codificado por meio de sinais e símbolos no formato MP3. Por sua vez, o aparelho de MP3 player é o responsável por decodificar essas informações no computador e as transformar no produto final: um som audível para os usuários.

Dessa forma, os codificadores e decodificadores são verdadeiros circuitos que atuam na transformação de dados em informações concretas, para que elas possam ser utilizadas pelos próximos circuitos, com o máximo de consistência.

O que é encoder e decoder?

O termo “encoder”, em inglês, tem o significado geral de “codificar”. Ele diz respeito, portanto, ao processo de transformação dos dados na devida forma de código, conforme falamos no tópico anterior.

Trata-se de dispositivos eletromecânicos ou sensores eletrônicos, cuja função é transformar o sinal elétrico em um digital. Além disso, eles ajudam a dimensionar distâncias, fiscalizar a velocidade do sinal, medir os ângulos e a quantidade de rotações, calcular posicionamentos mais adequados, entre outras funções.

Já o “decoder” é justamente o contrário: diz respeito ao procedimento de decodificar (identificação, definição, leitura e transformação) os dados que foram codificados, para que eles consigam ser entendidos em seu formato original.

Como é o funcionamento de um encoder?

De maneira geral, o encoder consiste em um disco com marcações, contendo um componente emissor de sinais (o LED, no caso dos encoders óticos) e outro mecanismo receptor de símbolos (um sensor do tipo photodetector).

As marcações feitas no disco são usadas para bloquear e desbloquear a luz LED para o photodetector. Assim, conforme o disco é rodado, o sensor age com o circuito eletrônico de maneira a repassar o sinal em forma de uma onda para as saídas do encoder. Essa frequência, então, é repassada na mesma proporção que o volume de marcações do encoder e conforme a sua resolução (número de marcações existentes no disco do dispositivo).

Quais são as principais características do encoder e decoder?

Agora, que já vimos o que são esses dispositivos, vejamos quais são as suas qualidades e particularidades desses aparelhos.

As funcionalidades

O encoder pode funcionar como uma tecnologia de emissão de sinais e detecção. Para isso, são usados alguns componentes — como o emissor e o receptor — que apresentam uma alta performance. Conheça alguns desses recursos:

  • suporte de vídeos no formato Full HD;
  • uma ou mais entradas de vídeo e áudio;
  • capacidade de codificar dois serviços em formatos do tipo HD, SD ou 1-seg;
  • oferecimento de serviços multiplexados (HD + 1-seg, SD + SD, SD + 1-seg);
  • saídas simultâneas (ASI / IP);
  • realização da conversão de Closed Caption no vídeo HD-SDI;
  • o suporte aos perfis baseline, main e high;
  • canais de áudio no formato SDI;
  • suporte às plataformas de modalidades Unicast e Multicast, por exemplo;
  • uma interface web de configuração.

Modelos disponíveis

Existem vários modelos de encoder disponíveis no mercado, cada um com suas tecnologias específicas. De acordo com as saídas do dispositivo, é possível classificar um encoder de duas formas diferentes:

  • encoder incremental — esse tipo de dispositivo permite revelar a posição relativa do ponto exato em que o encoder foi ativado. Além disso, ele pode conter até 3 saídas (A, B e Z, ou no formato A, /A, B, /B, Z e /Z) que emitem uma espécie de pulso quando o dispositivo é trocado de posição;
  • encoder absoluto — consiste em um dispositivo mais robusto, complexo e custoso. Esse modelo apresenta a funcionalidade de identificar a posição absoluta onde o encoder foi ativado e realizar a análise das saídas digitais, que foram devidamente codificadas em um valor do tipo binário. Desse modo, é possível identificar a velocidade e a posição de algum sinal;
  • encoder absoluto magnético  — esse dispositivo apresenta um sensor que reconhece a exata posição dos pólos magnéticos.

Enfim, como vimos ao longo do texto, encoder e decoder são dois mecanismos fundamentais para o devido processamento dos circuitos lógicos digitais. Como garantia de ter o melhor desempenho, é fundamental ter cautela e atenção no momento de escolha dos equipamentos mais adequados para as necessidades da sua empresa de radiodifusão e telecomunicação.

Afinal, sabemos que a qualidade dos serviços dependerá, de forma direta, da precisão e da frequência do seu maquinário. Além disso, lembre-se de que é essencial o suporte de uma empresa especializada nesse segmento.

Então, gostou da leitura deste artigo? Sobrou alguma dúvida sobre o assunto ou quer adquirir esse equipamento? Temos o que você precisa! Entre em contato com a Teletronix e solicite um orçamento para o seu caso!

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Sobre o autor

Bruno Faria

Publicitário por formação, atua no setor de Marketing da Teletronix, uma empresa desde 1996 no mercado de radiodifusão, produzindo equipamentos para emissoras de rádio e TV.