Guia completo de equipamentos necessários para a TV digital

1. Introdução

A tecnologia vem avançando a passos largos. A cada dia, novos recursos vão sendo desenvolvidos e aperfeiçoados com o objetivo de facilitar a rotina e trazer conforto e praticidade para a vida das pessoas.

E como não poderia deixar de ser, essas inovações também atingiram a transmissão de sinal, trazendo vantagens para a sociedade. Assim, o tradicional modelo analógico vem sendo desligado e substituído pelo sistema digital.

Após um longo período de teste, o sinal digital vendo sendo gradativamente instalado nos municípios brasileiros. Trata-se de um sistema de transmissão de sons e imagens muito mais moderno e inovador do que o modelo analógico, que garante mais qualidade e nitidez no sinal. Além disso, ele é responsável por causar impactos no formato de transmissão feito pelas emissoras.

Apesar de o sinal digital ainda ser uma novidade para a TV aberta, ele já costuma ser usado em grande parte das transmissões que são realizadas via satélite e também nas TVs por assinatura.

Neste e-book, você descobrirá como funciona a TV digital, como esse novo mecanismo vai melhorar a sua experiência televisiva e os equipamentos necessários que possibilitam a transmissão do sinal digital. Confira!

2. Entenda o contexto da TV digital no Brasil 

Neste capítulo, abordaremos o panorama da implementação da TV digital no Brasil. Também explicaremos a diferença existente entre a TV analógica convencional e a TV digital. Você vai conhecer as principais questões envolvendo o desligamento do sinal analógico nas principais cidades do país.

2.1. A instalação da TV digital no Brasil

A era da TV digital é marcada pelo aperfeiçoamento na captação das imagens, pela produção, edição e conclusão de qualidade e com eficiência e pela modernidade dos equipamentos que são destinados para a transmissão dos sinais. Contudo, nem sempre esse processo se deu dessa forma tão ágil.

A TV analógica foi conhecida em 1924. Desde então, ela fez parte dos lares da população brasileira. Era comum o uso de antes para otimizar a transmissão, que se dava por meio de constantes ondas eletromagnéticas. Por isso, a qualidade era mais baixa.

Após décadas de evolução tecnológica, passou-se a adotar a TV digital. Ela surgiu, de fato, no país em 2007 e de lá para cá ganhou extrema popularidade e aceitação. Seguindo esse fenômeno, o governo brasileiro tem planos de extinguir de vez o uso da TV analógica daqui a alguns poucos anos.

Assim, o sucesso da TV digital se dá principalmente graças à alta qualidade de som e imagem.

Antes do processo de implantação da TV digital, o mercado internacional adotava 3 padrões:

  • europeu (Digital Video Broadcasting-Terrestrial — DVB-T);
  • americano (Advanced Television System Committee-Terrestrial — ATSC-T);
  • japonês (Integrated Services Digital Broadcasting-Terrestrial — ISDB-T).

O modelo brasileiro foi adaptado seguindo o padrão japonês, tido como o melhor e mais eficiente. Esse tipo possibilita a conexão com dispositivos móveis e plataformas de rádio.

2.2. As diferenças entre a TV analógica e a TV digital

O desligamento da TV analógica é um fato. A era da TV digital chegou. Pensando nisso, serão apresentadas as principais diferenças entre cada um desses sistemas.

diferença entre o sinal analógico e o digital consiste na maneira como a informação do sinal é enviada para os aparelhos de TV. Enquanto a transmissão pelo modo analógico usa ondas eletromagnéticas constantes, a transmissão pelo modelo digital adota uma corrente de bits, composto por códigos binários. Ou seja, essa corrente consegue transformar sons, imagens e textos em bits.

Assim,a qualidade na transmissão do sinal digital é maior, pois a quantidade de linhas horizontais disponíveis na TV digital contém um número superior a 400. Por sua vez, o sistema analógico apresenta uma quantidade inferior — cerca 330 linhas horizontais.

Desse modo, o sistema analógico emite um sinal contínuo e variável conforme o tempo, o que faz com que ele fique oscilante e instável. Assim, a transmissão da imagem e do áudio sofre a interferência de chuviscos e ruídos, respectivamente.

Por outro lado, o sinal digital é caracterizado pela ausência de elementos descontínuos. Com isso, não existem muitas faixas de frequência. Como consequência, há pouca oscilação. Desse modo, a transmissão fica mais consistente e inalterável, além de apresentar uma qualidade de imagem e ruído superior ao sinal analógico.

Ainda com relação ao sinal digital, ele garante mais efetividade e produtividade no processo de transmissão dos dados. Dessa maneira, é possível experimentar um conteúdo limpo e sem interferências externas. Além disso, esse sinal é responsável pela redução das despesas relativas ao armazenamento e o tempo gasto com o processamento de toda a programação.

Confira, de forma prática e didática, as diferenças entre o sinal analógico e o digital.

2.2.1. Analógico

  • Resolução: 525 linhas (4:3)
  • Qualidade de Imagem: degrada
  • Novidades: nenhuma
  • Interatividade: pela internet, telefone e celular
  • Interferência: sim
  • Formato da imagem: 4:3 (vertical)
  • Som: formato mono ou estéreo (2 canais)

2.2.2. Digital

  • Resolução: 1080 linhas (16:9), 720 a 480 linhas (16:9) ou 1920×1080 pixels (HDTV) e 640×480 (SDTV)
  • Qualidade de Imagem: não degrada
  • Novidades: maior interatividade, mais fluxos de áudio e vídeo
  • Interatividade: imediata, por meio do próprio aparelho
  • Interferência: não
  • Formato da imagem: 16:9 (mais horizontal)
  • Som: formato Dolby Digital com até 6 canais

2.3 A frequência da TV digital

As normas de TV Digital contém a previsão de requisitos específicos para o uso das frequências de transmissão. Para isso, são estabelecidos requisitos técnicos próprios, como:

largura de banda do canal (6Mhz);

estabilidade e desvio;

máscara do espectro de transmissão.

Assim, a TV analógica é transmitida por meio da sigla VHF — “Very High Frequency” que engloba entre 30 a 300 MHz. Por sua vez, a TV Digital envolve a transmissão em UHF — Ultra High Frequency”, cuja faixa vai de 300 MHz até 3 GHz.

Além disso, essa transição do analógico para o digital acaba desocupando uma faixa de frequência que poderá ser utilizada pelas redes de telefonia celular, aumentando suas capacidades de sinal.

3. Descubra quais equipamentos são necessários para a TV digital

Conheça os equipamentos necessários para a TV digital: conversor, receptor, antena etc.

Leia também:  Teletronix participa de evento da AESP e DESENVOLVE SP

Esses acessórios são essenciais para o processo de direcionamento do sinal. O recomendado é contar com o auxílio de um profissional do ramo para ajudar na instalação.

3.1. Conversor digital

O conversor digital, também conhecido como set-top box, transforma o sinal analógico em digital. Mesmo quem tem uma televisão antiga pode se beneficiar dos recursos proporcionados pela TV digital (imagem e som de alta qualidade).

Esses aparelhos são utilizados para manter a sobrevida de uma TV antiga, principalmente as de tubo, que não conseguem aguentar o sinal digital tradicional. Para isso, existe o conversor digital.

A maioria das TVs de LCD ou LED ou que foram fabricadas a partir do ano de 2012 já costuma apresentar o conversor integrado ou embutido no aparelho televisor. Contudo, no caso de TVs antigas, o cabo deverá ser acoplado a um conversor antes de ser conectado no televisor.

Basta conectar o cabo RCA da antena que vem junto com o conversor (cores amarelo, vermelho e branco) nas entradas de vídeo de mesma cor do televisor (que costuma ficar na parte de trás ou nas laterais do aparelho de TV).

Assim, ele é responsável por conectar a TV analógica com a antena digital ou HD exterior e assim, converter o sinal do televisor digital em analógico. Ele é bastante utilizado por quem busca assistir aos canais que são transmitidos por satélite.

A maioria dos conversores apresenta as seguintes características:

  • resolução HD;
  • conexões USB, HDMI e RCA;
  • grava a programação;
  • compatível com os sistemas Android e iOS.

3.2. Receptor

Existem diversos tipos de receptores disponíveis no mercado: analógicos, digitais e HD. O digital oferece imagem e sons de qualidade maior ao analógico, uma vez que utiliza cabos RCA para transportar os dados até as saídas de áudio e vídeo da televisão.

Diferente dos conversores, os receptores não são compatíveis com qualquer televisor. Por isso, o ideal é adquirir um receptor que suporte a transmissão em duas bandas (Banda C e Banda KU).

3.3. Antena

A antena UHF, a famosa “espinha de peixe”, é a responsável por receber o sinal digital. Por isso, ela deve ser instalada em um ponto alto da residência e sempre na posição horizontal (de forma que as suas “espinhas” fiquem voltadas para os lados, e não para cima. Seguir esse cuidado é importante para otimizar o processo de captação do sinal.

A sua instalação consiste na fixação dos parafusos em um solo rígido e resistente. Após, o lado oposto será posicionado de forma que aponte para a estação transmissora. Depois dessa etapa, será necessário introduzir o cabo “coaxial” na antena. Esse acessório tem a função de transportar o sinal recebido pela antena até o conversor digital ou o aparelho de TV.

Nesse sentido, é importante verificar o tamanho do “prato” da antena. Isso porque quanto maior for a sua extensão, mais eficiência será a recepção do sinal, o que proporcionará uma qualidade melhor. Assim, o sinal se mantém regular e contínuo e consegue suportar casos de instabilidades, como chuvas. 

3.4. A sintonização dos canais

Esses equipamentos são fundamentais para propiciar a transmissão e a recepção do sinal com eficiência e qualidade. Após a instalação e a vinculação de todos esses itens, de forma que eles consigam interagir entre si, é a hora de sintonizar os canais.

Essa fase é essencial tanto para quem possui uma televisão nova (que apresenta o conversor embutido) quanto para as TVs antigas (é necessário instalar o conversor de maneira individual).

Trata-se da etapa de ativação da recepção do sinal digital e a identificação e programação de novos canais. Nesse sentido, para as TVs que já apresentam o conversor embutido à TV, basta utilizar o controle e explorar os canais oferecidos.

Por outro lado, nos casos em que o conversor foi instalado de maneira separada, deverá ser utilizado o controle remoto do conversor para buscar e explorar os canais. Se porventura, os canais não puderem ser localizados, será necessário verificar a posição da antena e talvez, reinstalar os equipamentos, para então, poder sincronizar novamente.

4. Entenda o processo de digitalização das emissoras

O processo de digitalização já vem acontecendo em praticamente todas as emissoras de radiodifusão em todo o país. O fato é que elas precisam se adaptar à nova era digital. Para isso, é fundamental readequar a estrutura elétrica, reinventar a produção de conteúdo e planejar os recursos de forma a destinar uma parte do orçamento para a implementação dessa nova tecnologia.

Esse processo envolve a reestruturação das estações retransmissoras de sinal, que estão em processo de transformação e serão digitalizadas durante os próximos anos. Além disso, é necessária a aquisição de aparelhos de estúdio como, os transmissores de sinal, antenas, conversores, codificadores e multiplexadores.

A readequação da parte elétrica envolve o planejamento do dimensionamento e em reformas na estrutura interna do ambiente e na parte externa com o intuito de possibilitar a plena implantação e o funcionamento das máquinas digitais. Além disso, pode ser necessário investir no aprimoramento da rede de fibra ótica interna, de maneira que ela consiga suportar todo o tráfego.

Todo esse processo pode ser simplificado por meio do auxílio de uma equipe de engenharia especializada no assunto. Para isso, é necessário que os profissionais estejam capacitados e tenham o devido treinamento no processo de implementação da TV digital.

5. Conclusão

Como você pode perceber, o conceito de sinal de radiodifusão vem mudando de maneira progressiva. Nesse sentido, a TV digital consiste em um moderno sistema de comunicação que utiliza aparelhos modernos para transmitir sinais de áudio e vídeo com qualidade e em alta definição.

Antes, o máximo a ser apreciado eram imagens e sons, muitas vezes de qualidade baixa. Atualmente, é possível interagir com a tela e a programação das emissoras, oferecendo muitas oportunidades de interação e lazer em poucos cliques por meio do controle remoto. Portanto, não perca mais tempo e comece a se adequar desde já a esse fenômeno digital!

Comentários

Posted in:
Sobre o autor

Bruno Faria

Publicitário por formação, atua no setor de Marketing da Teletronix, uma empresa desde 1996 no mercado de radiodifusão, produzindo equipamentos para emissoras de rádio e TV.