É o começo do fim da TV analógica

O fim da TV analógica é um grande marco na história da televisão do Brasil. As transmissões nesse formato encerrarão em breve e um próximo passo será dado: a era digital. Maior qualidade de som e imagem já estão disponíveis em todo o país e serão o padrão daqui para frente.

Esse processo trará uma série de mudanças importantes para a qualidade de transmissão, mudando a maneira como a televisão é pensada no Brasil. Porém, esse não será o único fator importante — outras mudanças virão com essa transição.

Que tal sabermos mais sobre como o fim da TV analógica afetará a vida dos brasileiros? O post a seguir trará tudo que você precisa saber sobre o assunto. Continue a leitura e confira!

Veja como a transição sofreu alguns atrasos

Brasília e nove cidades do entorno do Distrito Federal foram os primeiros locais a passarem pelo desligamento do sinal analógico, ainda em novembro de 2016. O processo passou por muitas mudanças em relação às datas, mas parece que agora está sendo seguido com maior rigor — especialmente no mês de novembro de 2017, em que muitas cidades já têm dia certo para fazerem a transição.

A exigência do Grupo de Implantação da TV Digital (Gired) é de que pelo menos 90% dos domicílios de cada uma das regiões já recebam sinal digital para que possa ser realizado o desligamento do analógico. A diferença entre o mínimo estabelecido pelo Gired e a situação real de alguns municípios provocou discordâncias entre as empresas de radiodifusão e as telecoms.

População foi motivo para atraso

Esse atraso também ocorreu por conta da demora da população das cidades a iniciarem a instalação dos conversores e migrarem para a TV digital. Por conta disso o prazo foi estendido várias vezes, mas agora tem tudo para ser cumprido. Esse fato também fez com que as emissoras pressionassem o governo por medo da perda de audiência, já que muitas pessoas poderiam ficar sem televisão.

Segundo pesquisa da Kantar Ibope Media, até o dia 20 de setembro, 23% dos domicílios dos 15 mercados pesquisados regulamente na medição de audiência não tinham televisor convertido ou com receptor digital.

Outro relatório, o Levantamento Socioeconômico da GfK para seu painel de televisão, aponta que cerca de 35% dos televisores brasileiros eram de tubo em 2015 — o dado é ilustrativo, já que uma antena para recepção de sinal digital pode ser instalada nesses aparelhos.

Além dos televisores mais modernos, já preparados para a recepção do sinal digital, aparelhos antigos podem receber uma antena conversora. Domicílios com pessoas inscritas em programas sociais como Bolsa Família podem adquirir adaptadores gratuitamente.

Confira o calendário de desligamento

Com a melhor adesão da população, é cada vez mais concreto o fim da TV analógica. Algumas localidades já tiveram o sinal desligado em 2016, outras terão o encerramento ainda em 2017, com 2018 seguindo o calendário. O prazo máximo para o fim da transição é 2023, mas certamente não será necessário chegar até esse limite. Assim ficaram as datas:

  • Aracaju (SE)
    Desligamento: 30/05/2018;
  • Belém (PA)
    Desligamento: 30/05/2018;
  • Boa Vista (RR)
    Desligamento: 28/11/2018;
  • Campo Grande (MS)
    Desligamento: 28/11/2018;
  • Cuiabá (MT)
    Desligamento: 28/11/2018;
  • Curitiba (PR)
    Desligamento: 31/01/2018;
  • Florianópolis (SC)
    Desligamento: 31/01/2018;
  • João Pessoa (PB)
    Desligamento: 30/05/2018;
  • Macapá (AP)
    Desligamento: 28/11/2018;
  • Maceió (AL)
    Desligamento: 30/05/2018;
  • Manaus (AM)
    Desligamento: 30/05/2018;
  • Natal (RN)
    Desligamento: 30/05/2018;
  • Palmas (TO)
    Desligamento: 28/11/2018;
  • Porto Alegre (RS)
    Desligamento: 31/01/2018;
  • Porto Velho (RO)
    Desligamento: 28/11/2018;
  • Rio Branco (AC)
    Desligamento: 28/11/2018;
  • São Luís (MA)
    Desligamento: 28/03/2018;
  • Teresina (PI)
    Desligamento: 31/05/2018.

Ainda com uma definição maior no momento, algumas cidades sofreram adiamento do desligamento do sinal analógico:

  • Fortaleza (CE);
  • Salvador (BA);
  • Belo Horizonte (MG);
  • Juazeiro do Norte (CE);
  • Sobral (CE);
  • Campinas (SP);
  • Franca (SP);
  • Ribeirão Preto (SP);
  • Santos (SP);
  • região do Vale do Paraíba (SP).

Entenda as vantagens do sinal digital

Apesar da mobilização um pouco complexa necessária para a implementação da TV digital, ela também traz uma série de benefícios para os usuários. A principal é a qualidade da imagem e som, muito acima do sinal analógico. Um dos principais problemas da antiga modalidade eram os chuviscos e as interferências, que influenciavam muito nesses quesitos. O problema não acontece na nova tecnologia.

A alta definição permite assistir programas, filmes, séries, novelas e esportes com um maior detalhamento do que está sendo transmitido. O som também ganha boas melhorias, especialmente para quem utilizar um sistema de home teather.

Velocidade do 4G também ganha melhoria

Uma dos benefícios indiretos da extinção do sinal analógico é a melhoria do sinal de internet 4G, já bastante difundido e utilizado por usuários de smartphones e tablets. Isso acontecerá pois esse serviço passará a usar frequência de 700 MHz, que a TV analógica ocupa.

Com isso a tendência é maior velocidade e uma cobertura ainda mais ampla, o que reduzirá as mudanças para o 3G em determinadas áreas onde o sinal de 4G naturalmente fica mais fraco. Isso permitirá ainda mais possibilidades para as operadoras oferecerem novos serviços, já que a qualidade de conexão aumentará.

Como em alguns locais o sinal digital já foi desligado, as empresas de telefonia já estão aproveitando para usar a frequência e ampliar a sua cobertura. Entretanto, as diferenças ainda levarão alguns meses para serem sentidas pelos clientes.

Saiba como aderir ao fim da TV analógica

Ainda há algumas dúvidas em relação à transição para a TV digital. Tudo gira em torno dos equipamentos, que precisam receber esse tipo de frequência. Há basicamente duas possibilidades: ter um aparelho que já tenha essa funcionalidade ou a necessidade de comprar um conversor para captar o sinal.

As televisões de LED, LCD e Plasma com o selo “DTV” são capazes de captar o sinal da TV digital. Algumas podem não ter essa marca, mas também estão aptas se tiverem sido fabricadas após 2010. Qualquer aparelho que não se enquadrar em algumas dessas características necessitará do conversor.

Ao comprar o aparelho, certifique-se de levar o modelo da sua TV anotado, pois essa informação é imprescindível para adquirir o equipamento certo. Ele vem com um manual bem detalhado e que ajuda o usuário a instalar a antena e o próprio conversor.

As mudanças serão muito positivas, então é importante estar ligado nessa transição! O fim da TV analógica marca o fim de uma era e o início de uma outra, mais moderna e com melhores serviços à população.

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Sobre o autor

Bruno Faria

Publicitário por formação, atua no setor de Marketing da Teletronix, uma empresa desde 1996 no mercado de radiodifusão, produzindo equipamentos para emissoras de rádio e TV.

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