6 principais dúvidas sobre faixa estendida de FM

A implementação da faixa estendida FM vem se tornando uma realidade. A Portaria Interministerial nº 68/2017 estabeleceu a mudança do processo produtivo envolvendo os aparelhos de áudio e vídeo na Zona Franca de Manaus.

O texto prevê que a transformação começa a ocorrer a partir de 2019. Assim, todos os aparelhos cujo uso é destinado para a recepção das ondas do tipo FM (frequência modulada) terão a obrigatoriedade de adotar a habilidade de recepção de frequências variáveis entre 76 MHz e 108 MHz.

Este artigo vai abordar as principais questões envolvendo a faixa estendida de FM. Confira!

1. O que é a faixa estendida de FM?

A faixa estendida consiste em um dial que utiliza canais que apresenta uma variação de 76.1 MHz até 87.5 MHz. Atualmente, as emissoras de rádio FM usam faixas entre 87.7 MHz até 107.9 FM.

A efetivação dessa mudança é necessária, pois o dial FM de diversas localidades não conseguia comportar a absorção de novas emissoras. A faixa de 76 MHz até 88 MHz surgiu como uma estratégia para abrigar as emissoras de rádio que vão migrar para o sistema FM e que não puderem obter espaço na linha atual — aproximadamente 1,2 mil emissores conseguiram a versão atual, enquanto cerca de 400 vão para a nova faixa.

2. O que tem a ver com a migração das rádios da faixa AM para a FM?

A migração de rádios que atuam na faixa AM para o espectro do tipo FM tem o objetivo de melhorar a operação das emissoras de rádio que não conseguem operar de forma adequada devido ao abandono do dial — há a ocorrência de interferências na faixa AM que não permitem a plena sintonia pelos ouvintes.

Assim, a passagem para FM garante que as emissoras ofereçam uma sintonia mais simplificada e com um áudio de melhor qualidade.

3. Por que a faixa estendida de FM foi criada?

Essa mudança foi necessária devido ao processo de digitalização da TV com o objetivo de amparar o segmento brasileiro de radiodifusão que passa a ter equipamentos compatíveis e com sinal ampliado para trabalhar.

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Isso significa que as empresas fabricantes de eletroeletrônicos devem passar a produzir rádios FM que tenham a capacidade de sintonizar essa faixa estendida FM.

4. As adaptações já estão sendo feitas?

A faixa estendida ainda não está funcionando de fato. O procedimento de mudança de emissora AM para FM está em pleno desenvolvimento. O plano é que ela seja adotada primeiramente nas grandes cidades, como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba, Porto Alegre etc.

5. Quais são os problemas da faixa estendida de FM?

O primeiro problema é que ainda não há essa faixa em grande parte dos aparelhos receptores que são fabricados e usados pelo público. Diante desse fato, é provável que as AMs que migrem para FM estendido ainda tenham que operar no modo AM por tempo indeterminado.

A segunda preocupação se dá pelo fato de que o processo de liberação de canais estendidos não é tão simples nem tão rápido assim — o espectro FM envolve os canais 5 e 6 da TV analógica que ainda migrou de maneira integral para o sinal digital.

6. As montadoras de automóveis já estão se adaptando?

A indústria automotiva já vem oferecendo modelos de veículos com rádios que apresentam o dial estendido — garantindo, assim, a recepção na faixa ampliada. As principais fabricantes que se destacam são a Ford e Hyundai.

Podemos citar alguns modelos como exemplo da Hyundai: HB20, Creta, Hyundai ix35 e o Hyundai New Tucson. Por sua vez, a Ford já lançou os modelos EcoSport e os carros da Linha Ka.

O processo de implementação da faixa estendida FM está em pleno vapor. O plano da ANATEL é aumentar a audiência de futuras rádios que vão ocupar a frequências da faixa estendida originárias da migração do AM para o FM.

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Sobre o autor

Bruno Faria

Publicitário por formação, atua no setor de Marketing da Teletronix, uma empresa desde 1996 no mercado de radiodifusão, produzindo equipamentos para emissoras de rádio e TV.