Entenda as normas para TV digital no Brasil

Grande parte dos lares brasileiros já tem TV digital. O sistema é o mais moderno nesse segmento e proporciona excelente nitidez de imagem. 

A primeira cidade a desligar o sinal analógico e implementar o digital foi Rio Verde, em Goiás. Hoje, já são quase 200 cidades brasileiras que usam a TV digital. Entre elas estão São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Brasília, Vitória, Recife, Belo Horizonte, Goiânia e Fortaleza.

Até o fim de 2018, segundo o Decreto n° 8.753/2016, o desligamento do sistema analógico deve ocorrer em muitas outras localidades e o sinal digital chegará a mais cidades das cinco regiões brasileiras.

Apesar de a TV digital aberta ser uma novidade, o sinal digital já é usado em conteúdos via satélite ou mesmo em TV por assinatura. Conheça, a seguir, algumas características do Sistema Brasileiro de Televisão Digital Terrestre (SBTVD-T).

Sinais analógico e digital

A diferença entre os sinais analógico e digital está na forma como a informação é enviada. O primeiro é contínuo e varia em função do tempo. Assim, apresenta várias faixas de frequência, o que o torna mais instável e com transmissão de sons e imagens sujeita a ruídos.

Já o sinal digital, apresenta valores descontínuos no tempo. Dessa forma, não há muitas faixas de frequência nem oscilação — fato que o torna mais estável e com qualidades de imagem e de som superiores.

Implantação da TV digital 

Antes da implantação do modelo digital brasileiro, havia no mercado internacional os padrões europeu (Digital Video Broadcasting-Terrestrial – DVB-T), americano (Advanced Television System Committee-Terrestrial – ATSC-T) e japonês (Integrated Services Digital Broadcasting-Terrestrial – ISDB-T).

Para criar o nosso SBTVD-T, o modelo japonês — considerado o mais moderno em termos de transmissão e modulação — foi usado como base. Hoje, o SBTVD-T é reconhecido internacionalmente por órgãos do setor e já conquistou mercados na América do Sul, como o argentino e o peruano.

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Outro dado importante é que o padrão brasileiro permite interação com dispositivos móveis e até com outras plataformas, como o rádio.

Legislação do SBTVD-T

O SBTVD-T foi implementado com o Decreto n° 4.901/03 que apontou, entre outros, o objetivo de melhorar a qualidade de áudio e vídeo e fomentar o mercado de mídias digitais.

Já o Decreto  5.820/06 coloca o SBTVD-T como uma plataforma de transmissão e retransmissão de sinais de radiodifusão de sons e imagens. Segundo ele, o sistema é livre e gratuito para o público em geral.

Esse mesmo decreto também estabelece que o SBTVD-T deve transmitir em alta definição ou em definição-padrão e serve para recepção fixa, móvel e portátil. Outro fato interessante é que ele deve buscar a interatividade.

Hoje, a interatividade já é possível por meio do software​ Ginga. Esse programa permite a interação com outros meios de informação, como o celular, usando ou não a internet. 

Gostou de saber um pouco mais sobre a TV digital? Lembre-se de que a informação é algo estratégico para nós. Saiba mais sobre os sistemas de transmissão de sons e imagens assinando a nossa newsletter.

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Sobre o autor

Bruno Faria

Publicitário por formação, atua há mais de 4 anos no setor de Marketing da Teletronix, uma empresa com mais de 20 anos produzindo equipamentos para emissoras de rádio e TV.

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